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Como os e-commerces estão lidando com o COVID-19

A pandemia do COVID-19 transformou a rotina e os hábitos de milhares de brasileiros. O isolamento social, a nova forma de trabalho (home office), a instabilidade nas áreas da saúde, economia e política, e até novos hábitos de consumo surgiram nesse momento.

No meio deste novo cenário, o e-commerce aparece como alternativa para abastecer e proteger a população em suas casas, para evitar o contágio da doença e, ao mesmo tempo, manter a economia em funcionamento.

Por isso, tem-se investido fortemente no e-commerce. Muitas empresas de varejo buscaram meios para se adaptar às vendas online e manter seus negócios funcionando. Para aquelas empresas que já utilizavam esse canal, direcionaram toda sua energia para manter os negócios ainda mais fortes e conquistar novos clientes.

Apesar do funcionamento de algumas lojas físicas, como supermercados, farmácias, postos de gasolina, distribuidores de gás (ou seja, estabelecimentos que se enquadram como prestadores de serviços essenciais) foi possível observar um grande crescimento do número de vendas através de e-commerces. Afinal, já que o cliente está em isolamento social e precisa fazer suas compras, então, nada melhor que a opção de receber seus produtos em casa.

Quando os primeiros casos do coronavírus começavam a aparecer aqui no Brasil, muitos brasileiros estavam na Internet à procura de produtos de limpeza, mantimentos e produtos para bebê. As vendas de álcool em gel ultrapassou o faturamento de R$1 milhão após o anúncio da pandemia. De acordo com a Ebit/Nielsen, outros produtos que tiveram um crescimento exorbitante de vendas online foram os termômetros, desinfetantes, fraldas e papinhas.

Segundo a 41ª edição do Webshoppers, de 1º de janeiro até 30 de abril de 2020 o e-commerce ultrapassou 32% do resultado total de vendas registrado no ano de 2019. Outro número a ser observado, é o valor do faturamento do setor de e-commerce no Brasil, que já atingiu R$ 3,4 bilhões no mês de abril. 

Pequenas e médias empresas viram as vendas online como uma maneira de atenuar os prejuízos causados pela pandemia. Em maio deste ano, uma pesquisa realizada pela SumUP, apontou que até março de 2020 apenas 35% dos pequenos negócios já usavam a Internet para vender seus produtos e serviços, e após três meses, esse número duplicou, subindo para 70%.

Desafios do e-commerce durante a pandemia

O e-commerce, já demonstrava um crescimento constante no Brasil, antes do COVID-19. Desde a disseminação da doença e a adoção de políticas sociais restritivas, esse tipo de comércio tem ampliado sua importância neste momento. 

Por isso, é fundamental fazer um planejamento estratégico adequado para a loja online, de modo a aproveitar todas as oportunidades que surgem nesse momento. Nem todas as empresas online possuem uma gestão de logística eficiente e acabam sofrendo com problemas de estoque, frete e logística reversa. 

Além do controle de produtos e estoque, os lojistas também devem estar atentos ao possível aumento nos Serviços de Atendimento, levando em consideração o aumento do volume de novos clientes. Então, disponibilize guias e FAQs como estratégias para otimizar o atendimento e reduzir o tempo de espera.

Então, antes de criar sua loja online, preocupa-se, principalmente, com a sua estrutura de logística e o setor de atendimento ao cliente (SAC e pós-vendas) para evitar grandes prejuízos.

E não se esqueça dos clientes antigos, principalmente neste momento delicado. Assim como você precisa do apoio dos seus clientes, eles também precisam de você. Então ofereça serviços adicionais, como descontos, frete grátis, brindes, entre outros. Apesar do distanciamento social, sua empresa pode ficar mais próxima de seus clientes, mantendo-os sempre atualizados. 

Apesar do momento desafiador, este é o momento para você aproveitar o crescimento desse setor e vender sempre mais.

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