escrito por:
Leo Affonso

publicado em:
16 dez 2020

Inclusão social: como ter uma empresa mais plural

A inclusão social sempre fez parte dos debates sociais, políticos e empresariais. Afinal, se há necessidade de incluir, é porque antes havia exclusão.

Por isso, cada vez mais as organizações vêm colocando em prática medidas para diminuir essa dívida cultural.

Contudo, promover a inclusão social em empresas requer tempo, principalmente para que seja incluída também, na cultura organizacional.

Ou seja, a inclusão deve ser parte da essência da empresa, não apenas uma ferramenta de reparos ou obrigações sociais.

Neste texto, vamos falar mais sobre como uma organização pode ser mais inclusiva.  Se você tiver alguma experiência com o tema, fique à vontade para enriquecer o debate nos comentários.

Inclusão social, um desafio cultural

São vários os desafios para implementar uma cultura de inclusão social em uma organização.

Afinal, uma empresa possui diversos níveis hierárquicos, departamentos e inúmeras pessoas. Sendo assim, cada pessoa ou setor, terá um pensamento sobre o tema. O primeiro desafio é esse: mostrar a necessidade da inclusão e conscientizar da sua importância dentro do ambiente de trabalho.

Além das questões culturais, também existem desafios estruturais. Até porque, por exemplo, a contratação de uma pessoa com limitações físicas dependeria de uma estrutura pensada para a mobilidade dela. Ou então, sinalizações para pessoas com deficiências visuais.

Ou seja, preparar o espaço para recepcionar e dar condições adequadas para essas pessoas é mostrar que a organização está, de fato, praticando inclusão.

Então, como ser uma empresa mais inclusiva?

Como já dissemos até agora, a inclusão deve fazer parte de ações diárias da empresa para que faça parte de sua cultura. Contudo, alguns passos iniciais vão abrir a visão de gestores, diretores e colaboradores para o tema, fortalecendo o debate e tornando mais próxima a inclusão social dentro da organização.

E claro, investir em uma cultura inclusiva traz muitos benefícios para a empresa, entre eles:

  • Engajamento dos profissionais alinhados à cultura da empresa
  • Equipes de trabalho plurais, criativas e com bagagens distintas de conhecimento
  • Valorização da responsabilidade social e valor de marca perante a sociedade

Agora, vamos ver alguns simples gestos que podem começar a transformação de uma empresa.

Recrutamento

O primeiro passo é oferecer mais oportunidades.

“Nossas vagas são para todos.”

Mas a empresa deixa isso claro nos anúncios?

“Aqui respeitamos todos”

Mas nas salas de reuniões sempre tem uma piada machista ou homofóbica?

“Grande oportunidade de crescimento”

Então, quantas pessoas negras foram promovidas a cargos de liderança nos últimos anos na empresa?

“Mulher aqui é valorizada”

Então ter filho pequeno ou a intenção de engravidar não é um empecilho para a contratação, certo?

Estes exemplos são algumas das conversas que geralmente acontecem em processos seletivos, anúncios de vagas e entrevistas.

O RH tem papel fundamental na porta de entrada da inclusão social. Neste sentido, deve comunicar vagas e processos de forma clara, evidenciando a oportunidade para pessoas com algum tipo de deficiência, negros ou comunidade LGBTQIA+.

Pode parecer simples, mas este tipo de atitude é um primeiro passo para afirmar que a empresa realmente se importa e se interessa por ter uma equipe diversificada e plural, que acredita que todos têm potencial de desenvolvimento do trabalho.

Ações do cotidiano

Não é apenas conversa fiada. Para ser uma empresa inclusiva é preciso praticar a inclusão social todos os dias, em todas as atividades do negócio. Sendo assim, é preciso:

  • Treinar comunicação não violenta
  • Promover relacionamento saudável
  • Incentivar debates sobre a inclusão social
  • Promover encontros e compartilhamento de experiências
  • Engajar colaboradores na causa

As ações positivas praticadas pela empresa neste sentido farão toda a diferença no modo como a inclusão social é vista e evidencia a importância dela e como as medidas podem estar sendo feitas tardiamente.

Conheça alguns casos, como o do Google e da Mastercard, por exemplo, aqui.

Programas externos

A inclusão social deve ser praticada não só dentro da empresa como também fora dela. A promoção de programas e debates sobre o tema devem ser incentivados e produzidos constantemente.  

Desta forma, a organização contribui para a criação de uma consciência coletiva e levanta questionamentos importantes para a evolução da sociedade.

Falar e colocar em prática

A Gamefic, por exemplo, é uma empresa muito preocupada com a inclusão social. Tanto em nosso quadro de funcionários, como no produto que oferecemos.

Dentro da nossa plataforma de gamificação, inclusive, há diversos modelos de personalização de avatares, que não levam em consideração o gênero, tom de pele ou cabelo. É uma plataforma democrática e com representatividade para todos.

Como é a relação da sua empresa com a inclusão social? Conta pra gente nos comentários.

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