escrito por:
Karla Gondim

publicado em:
04 mar 2021

Salário emocional: o que é e porque é cada vez mais essencial

Algumas reflexões nos levam a pensamentos do tipo: “por que eu trabalho?”.

É normal que o ser humano associe o trabalho ao ganho financeiro. Até por isso, o salário é sempre um fator decisivo na escolha por trabalhar e permanecer em uma empresa ou não.

Contudo, há um tempo uma boa remuneração deixou de ser o único bem pleiteado pelo colaborador. Desde então, as empresas começaram a oferecer benefícios além do salário, como vales-alimentação e refeição, auxílio creche ou planos de saúde.

O salário emocional, então, é um fator que vai além do dinheiro. Ele é composto por elementos capazes de aumentar ou diminuir a satisfação do colaborador.

O que é salário emocional?

O conceito vem sendo estudado há cerca de 10 anos. Desde então, pode-se definir, ou pelo menos explicar, o salário emocional como coisas positivas não financeiras que uma pessoa extrai do seu trabalho.

Entretanto, é preciso deixar claro desde já que o salário emocional jamais deve ser uma substituição do salário financeiro.

Na verdade, eles são complemento um do outro.

Segundo pesquisadores do tema, o salário emocional “reúne todos os elementos que vão influenciar as decisões do trabalhador, bem como seus relacionamentos profissionais e os comportamentos dentro da empresa”.

Em resumo, o salário emocional não faz parte dos registros empregatícios, muito menos é representado por dinheiro.

O salário emocional, enfim, é a união de fatores motivacionais e emocionais que agem como influenciadores da satisfação da pessoa na empresa. Por consequência, a sua vontade de permanecer ou se desligar da organização.

Fatores de influência no salário emocional

Em pesquisas realizadas pelo mundo, analisando diversos tipos de trabalhos e perfis de trabalhadores, foram encontrados alguns fatores de influência no salário emocional.

Propósito

Fora os ganhos financeiros, somos movidos a propósitos e objetivos, sejam profissionais ou pessoais.

Neste caso, buscamos encontrar a sensação de um trabalho que contribui para a realização dos seus objetivos, bem como cumpra os propósitos vendidos pela empresa.

O equilíbrio entre as partes é o que determina o sucesso deste fator.

Pertencimento

É parte do comportamento do ser humano ter a sensação de pertencer a um grupo que o aceite, reconheça e valorize.

Quanto mais as empresas integram seus funcionários, mais elas colaboram para o despertar deste sentimento.

Crescimento

Ou também conhecido como plano de carreira, é um fator decisivo na visão do colaborador em relação ao seu futuro na organização.

As pessoas buscam cada vez mais segurança no trabalho e propostas que valorizem seu conhecimento e estimulem o crescimento dentro da organização.

Desenvolvimento e capacitação

Este fator engloba desenvolvimento pessoal e profissional.

Aqui, falamos quando o colaborador sente que suas ações no trabalho estão tendo efeitos positivos em sua vida pessoal, bem como habilidades que se desenvolvem de acordo com os desafios da organização rumo ao crescimento profissional.

E claro, treinamentos corporativos também influenciam e impactam diretamente em outros fatores.

Inovação e criatividade

Ambientes inovadores e criativos despertam boas sensações nos colaboradores, além de promover melhorias significativas em motivação, engajamento e produtividade.

O incentivo do uso da criatividade no ambiente de trabalho aumenta a confiança do colaborador, que se sente mais à vontade de propor novas ideias, aumentando também, o nível de satisfação dentro da empresa.

Autonomia

As pessoas, principalmente em tempos de home office, buscam administrar suas tarefas de forma a otimizar o tempo e mantendo o bom padrão de qualidade de entrega.

Por isso, a autonomia de gerenciar o dia de trabalho sem que haja muita interferência é um fator muito importante de influência quando se fala em salário emocional.

Recompensa por desempenho

É de grande satisfação olhar para um trabalho finalizado e se sentir bem com o resultado final. Isso é uma forma de auto recompensa e motivação.

Assim, o próprio colaborador, ao se sentir melhor e mais eficiente no trabalho a cada dia, também será mais proficiente na rotina corporativa.

Extra: o canal RH em Alta comenta sobre a estratégia neste vídeo, com dicas de implementação da prática do salário emocional.

Como mensurar o salário emocional?

Primeiramente, o salário emocional é definido pelo colaborador, sob as crenças pessoais dos fatores citados acima.

É preciso identificar quais fatores fazem mais sentido dentro do propósito de cada pessoa e, a partir disso, avaliar e comparar se os valores são os mesmos da empresa na qual a pessoa trabalha ou deseja ocupar um cargo.

É preciso também identificar como essa empresa coloca em prática estes fatores e avaliar se faz sentido com a sua cultura.

Vale lembrar: não se trata de um valor fixo, em números e palpável. São conjuntos de emoções e sensações que despertarão a sensação de querer fazer parte continuamente da organização e satisfazem seus desejos e necessidades pessoais, além de cumprir com os seus propósitos profissionais.

Recomendamos: leia o texto “Estímulos não financeiros” para complementar sua leitura e entendimento sobre o assunto. 

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